Archive for the Novas Dimensões da História Militar Category

Algum professor pediu uma resenha do “Homens ou Fogo”?

Posted in Nova História Militar, Novas Dimensões da História Militar, Segunda Guerra Mundial on maio 28, 2011 by ccmaximus

Então aconselho que vocês leiam o livro. O que está dando de resultado de busca para tal resenha por aqui não tá no gibi…

Morre o historiador Richard Holmes

Posted in Novas Dimensões da História Militar, Segunda Guerra Mundial on maio 7, 2011 by ccmaximus

Richard Holmes faleceu no dia 30 de abril de 2011. Deixou um importante legado em sua produção sobre o Exército Britânico (do qual era coronel), e em especial com suas fundamentais contribuições para o conhecimento da experiência do soldado nos campos de batalha modernos. Entre seus livros, estão Acts of War (também publicado com o título de Firing Line), Redcoat e, no Brasil, Atlas Hutchinson de Planos de Batalhas.

1946-2011.

Revista Brasileira de História Militar

Posted in Nova História Militar, Novas Dimensões da História Militar on abril 28, 2011 by ccmaximus

http://www.historiamilitar.com.br/

Uma publicação que finalmente serve de contraponto à concepção ainda vigente de que história militar é um emaranhado de nomes e datas. Do site da revista:

“A Revista Brasileira de História Militar é uma publicação eletrônica, independente, quadrimestral, destinada à divulgação de artigos de historiografia militar, produzidos por pesquisadores brasileiros ou estrangeiros, elaborados dentro dos padrões de produção científica reconhecidos pelos meios acadêmicos. Destina-se também a publicação de trabalhos de pesquisa e de metodologia, além da divulgação de eventos acadêmicos, desde que relacionados à História Militar e aprovados por seu conselho editorial.”

Propostas de comunicação de trabalhos aprovadas para o II SESFEB

Posted in História da FEB, Memórias da FEB, Nova História Militar, Novas Dimensões da História Militar, Segunda Guerra Mundial on abril 26, 2011 by ccmaximus

A Comissão Científica do II SESFEB divulga a lista de propostas de comunicação de trabalhos aprovadas. Aos proponentes serão enviadas hoje as respectivas cartas de aceite. Após recebimento do aceite os proponentes deverão pagar a taxa de inscrição no valor de R$ 70,00 (setenta reais) se estudante; R$ 100,00 (cem reais) se profissional. Os valores devem ser pagos no Banco do Brasil através de Guia de Recolhimento da União (GRU). Para o correto preenchimento da guia devem ser consultadas as instruções constantes da página de inscrições do evento: http://www.historia.ufpr.br/2seminariofeb/ Cópia da GRU já paga deve ser enviada para o e-mail 2seminariofeb@gmail.com até o dia 2 de maio (segunda-feira). No título da msg escrever “envio comprovante pagamento inscrição IISESFEB”. As inscrições para apresentação de trabalhos só serão efetivadas após o envio deste comprovante.

1. Adriane Piovezan – Ritos de morte: o Pelotão de Sepultamento da FEB (1944-1945)

2. Aline Vanessa Locastre – A mobilização brasileira para a luta aliada por meio da Revista “Em guarda” (1941-1945)

3. Carlos Henrique Lopes Pimentel – A Associação de Ex-Combatentes do Brasil: O Conflito ideológico e a Esquerda Militar (1945-1950)

4. Cláudio Skora Rosty – Itinerário dos libertadores do povo italiano (Roteiro da FEB na campanha da Itália)

5. Cristal Magalhães da Rocha – Estudo sobre os acervos dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira: documentação pessoal dos veteranos e sua difusão

6. Julio Cezar Fidalgo Zary – Cruz de Combate: símbolo da bravura do Brasil

7. Luciano Meron – Saco vazio não para em pé: a alimentação e os hábitos alimentares na FEB

8. Maico José Moura – Histórias de Pracinhas: A memória da FEB através dos relatos de ex-combatentes paranaenses

9. Márcio Aparecido Pinheiro Silva & Jorge Christian Fernández – Associação dos Ex-Combatentes da FEB (Força Expedicionária Brasileira): Identidade e Memória

10. Pauline Bitzer Rodrigues – Os correspondentes de guerra na construção memorialística da Força Expedicionária Brasileira

11. Rafael Piquina Botega – Análise das reflexões críticas nas publicações de veteranos e ex-combatentes sobre a FEB

12. Renata Viana – Os ex-combatentes civis da Força Expedicionária Brasileira e a difícil retomada da vida anterior a guerra

13. Rodrigo de Morais Batista – Os heróis da Imprensa: a atuação dos pracinhas narradas nos jornais

14. Solange de Lima – “Perigo Alemão”: a comunidade teuta e a DOPS em Curitiba

Quantos veteranos da FEB ainda estão vivos?

Posted in Nova História Militar, Novas Dimensões da História Militar, Segunda Guerra Mundial on abril 16, 2011 by ccmaximus

Em 2000, a ANVFEB do Rio de Janeiro emitiu um boletim informando que, pelo Brasil afora, podia ser confirmado o número de 10.000 veteranos da FEB ainda vivos.

Há quatro anos, o número estava entre 2.000 e 3.000 homens e mulheres.

Atualmente, é provável que a quantidade se situe entre 2.000 e 2.500 expedicionários; com boas chances de que o número mais exato esteja mais próximo da cifra inferior. Uma consulta à CIP poderia fornecer o número exato.

O que isso quer dizer? Ao chegarem na casa da dezena de milhar aos 80 anos de idade no início do século XXI, os veteranos da FEB extrapolaram a expectativa de vida para homens no Brasil, que é de aproximadamente 72 anos.

Há duas hipóteses: a condição de veterano de guerra proporcionou ascensão social a muitos convocados oriundos das camadas populares; ou, então, a maior parte da tropa da FEB foi composta de brasileiros com condições sociais e de saúde que não corresponde às camadas mais pobres de nossa população.

Não pode tampouco ser descartado que as duas hipóteses se combinem em alguma proporção.

Considerando-se as áreas privilegiadas pelo recrutamento e o grau de instrução da maioria dos expedicionários, o mais provável é que a maioria da tropa da FEB tenha se encaixado na segunda parcela da população descrita acima, à qual se somou a parte dos convocados de origem mais humilde que puderam melhorar suas condições de vida graças às políticas assistenciais, mas especialmente em função das conseqüências da participação na guerra e no convívio das associações, que capacitaram a melhoria das condições graças ao próprio esforço dos veteranos.

Para uma comparação, de acordo com o Veterans Administration, em setembro de 2010 os EUA ainda tinham 1.981.000 veteranos da Segunda Guerra. Diariamente, 850 deles morrem. No total, 16.000.000 de americanos serviram durante o conflito.

Ainda faltam pesquisas no Brasil que abordem o problema da mortalidade precoce dos veteranos da FEB. É bem possível que uma parcela altamente traumatizada e que teve maiores dificuldades para a reintegração social tenha perecido nas décadas de 1950 e 1960, como sugerem várias matérias publicadas na imprensa durante este período.

É ainda possível escrever algo novo sobre a Guerra Civil Americana?

Posted in Livros, Novas Dimensões da História Militar on abril 10, 2011 by ccmaximus

Ao menos do ponto de vista do emprego de armamentos, sim: o livro de Earl J. Hess, “The Rifle Musket in Civil War Combat”, lançado em 2008, certamente colocou o autor em uma posição vantajosa se comparado com os demais trabalhos historiográficos que analisaram o impacto da introdução das armas raiadas nos campos de batalha do século XIX. Hess demonstra por que o fuzil teve eficácia relativa nos enfrentamentos entre confederados e yankees, e por que o mosquete de alma lisa permaneceu sendo usado de maneira eficaz no conflito.

Parece que o nome “Barbudos, sujos e fatigados” incomoda algumas pessoas.

Posted in História da FEB, Memórias da FEB, Memórias de Guerra, Nova História Militar, Novas Dimensões da História Militar, Segunda Guerra Mundial, Textos on março 30, 2011 by ccmaximus

E não são veteranos. Na verdade, essa descrição da suposta condição física da tropa que lutou nos Apeninos é até moderada perto de alguns relatos que ouvi de expedicionários.

Tais relatos estão na área nebulosa das reminiscências de ex-combatentes: pertencem àqueles domínios da memória que muitos fazem questão de evitar, e que costumeiramente são compensados pelas narrativas leves e jocosas ou pelas famosas anedotas. Obviamente, é bem mais fácil se recordar das patrulhas em busca de vinho do que da ocasião em que se precisou lançar o próprio corpo dentro de uma latrina alemã escavada no campo para evitar a morte.

Mesmo apesar disso, parece haver bastante insistência que acaba redundando na idéia de que o assunto FEB só aceita ser tratado com retórica retumbante, rebuscada e bizantina.

E na minha trajetória como pesquisador e historiador, aprendi que não há nada mais injusto com os veteranos do que reduzir sua experiência à suave idéia de uma “gloriosa jornada”, especialmente quando este jargão parte de um civil ou de um militar só acostumados a saberem da guerra por experiência indireta.

Qual é o propósito de relembrar um evento do passado como a FEB, afinal? Tenta-se entender o custo da participação em uma guerra, ou selecionar mais personagens para o altar do culto patriótico? Os mais ufanistas ressentem-se da extinção das aulas de OSPB. Em termos de capacidade de incutir conhecimento histórico, elas eram tão eficazes quanto as aulas dos professores descabelados que comparavam a FEB ao Exército de Brancaleone.

Mesmo a mais apagada das memórias de guerra escrita por um veterano da infantaria da FEB revela um grau de brutalidade e conseqüente capacidade de resistência necessária para suportar as condições da linha de frente que de imediato servem para demonstrar que as palavras “guerra” e “glória” não cabem na mesma sentença.

Quem escreve sobre a FEB não precisa recorrer a artifícios para evidenciar a coragem e resistência de quem enfrentou o inverno italiano e os alemães: as próprias narrativas dos veteranos se encarregam de deixar isso bem claro, por mais modestas que sejam.