Arquivo de setembro, 2009

Livraria Overlord

Posted in Textos on setembro 23, 2009 by ccmaximus

Novos títulos da Osprey entrando em breve. Mega atualização com vários títulos da Biblioteca do Exército e Histoire & Collections.

Destruição do armamento da Segunda Guerra é suspensa.

Posted in Textos on setembro 22, 2009 by ccmaximus

Parece que o bom senso prevaleceu. O comandante do Exército, General Enzo Martins Peri suspendeu a ordem de destruir o material bélico armazenado no Rio de Janeiro. Dentre o material arrolado, havia várias armas americanas da Segunda Guerra Mundial, sendo certo que uma parte majoritária dela foi usada pela Força Expedicionária Brasileira na Campanha da Itália (como as metralhadoras Browning, as submetralhadoras Thompson e M3, os fuzis Springfield e Garand M1 e os Browning Automatic Rifles). Parte do problema foi resolvida, mas São Paulo, a maior cidade do Brasil, continua sem ter um museu de história militar que enfoque a campanha da FEB.

Caso as armas fossem destruídas, qualquer idéia futura de criar mais museus da FEB iriam definitivamente para o beleléu, junto com importante herança material da história do Exército e do Brasil.

Normandia, 2009.

Posted in Textos on setembro 16, 2009 by ccmaximus

Um pequeno cemitério britânico, escondido numa dobra de estrada, mas esmeradamente mantido pela comissão de túmulos de guerra.

E uma imagem do cemitério americano em Omaha Beach, bem conhecido e tornado uma atração turística graças ao cinema.

O cemitério alemão de La Cambe fica a alguns quilômetros de distância. Enquanto os cemitérios aliados inspiram reverência, os de alemães dão uma enorme impressão de desolação.

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Idéia genial do governo para incentivar a leitura: aumentar o preço do livro.

Posted in Saiu na imprensa... on setembro 7, 2009 by ccmaximus

É raro que textos sobre assuntos não diretamente ligados a História Militar sejam postados aqui no blog. Mas acho bom mais pessoas prestarem atenção na idéia brilhante do governo, que certamente deixará mais felizes um sem número de parasitas mamando nas sinecuras de Brasília:

(do Estado de São Paulo)

O imposto do livro

Embora a vendagem de livros tenha aumentado e o preço médio dos livros tenha caído no ano passado, apesar da crise, como revela um recente estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o governo está propondo a criação de um novo tributo para constituir um fundo destinado a estimular a leitura no País. Essa é a segunda tentativa feita pelo governo, em menos de um mês, para criar novos impostos. Em agosto, o ministro da Saúde, com o apoio de parlamentares da base aliada, voltou a defender a criação de uma nova CPMF, alegando que precisa de recursos para financiar o combate à gripe suína.

No caso dos livros, o governo quer instituir uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), com uma alíquota de 1% sobre o faturamento anual das editoras, distribuidoras e livrarias. Formulada pelo Ministério da Cultura (Minc), a proposta é apresentada justamente no momento em que o governo adota medidas para desonerar a atividade econômica nos mais diversos setores de atividade.

Como a Cide seria cobrada em todas as etapas do setor de publicações, a alíquota de 1% para cada elo da cadeia editorial se converteria em 2,1% no preço final do produto. Isso pode ser mortal para os pequenos distribuidores de livros, cuja margem de lucro já é muito reduzida, não comportando mais uma taxação. O mesmo pode ocorrer com as pequenas e médias livrarias, que hoje sofrem uma acirrada competição com os grandes grupos especializados em vendas de produtos culturais – livros, CDs, DVDs – pela internet. Lutando para sobreviver nas cidades do interior do País, elas não têm condições de absorver mais esse custo.

Por seu lado, as editoras alegam que a venda de livros é muito sensível ao preço e que qualquer elevação tem efeito direto no volume de vendas. Elas afirmam que, com a cobrança da Cide, terão de reajustar os preços de seus catálogos. E, como os livros ficarão mais caros, elas temem uma queda nas vendas e, por tabela, uma redução no número de novos lançamentos de autores nacionais. Os editores também dizem que terão de suspender o patrocínio de fóruns de debates e dos projetos de “salas de leituras” e de “espaços infanto-juvenis”, que criaram junto a escolas e comunidades para incentivar o hábito de ler.

A proposta do Minc é mais uma dessas ideias insensatas – tão do gosto do atual governo – que pode trazer resultados diametralmente opostos aos desejados. A ideia de se criar uma “contribuição” incidente sobre o setor editorial surgiu pela primeira vez em 2004, meses após o presidente Lula ter reduzido a zero a alíquota do PIS e da Cofins para toda a cadeia produtiva do livro. Na época, foi classificada como incoerente por autores, editores, distribuidores e livreiros.

Ao justificar a retomada da proposta de quatro anos atrás, o governo alega que a receita gerada pela Cide irá para um Fundo Pró-Leitura, que será constituído com quatro objetivos – todos embalados numa retórica politicamente correta: “democratização do acesso; fomento à leitura e formação de mediadores; valorização de leitura e comunicação; desenvolvimento da economia do livro”.

Retórica à parte, a medida mais absurda é a instituição da figura dos “mediadores” de leitura – ou seja, pessoas que tentariam incentivar o hábito de ler na população. Como se vê, o governo do presidente Lula não abandonou a compulsão pelo “dirigismo cultural”, que foi evidenciada, em seu primeiro mandato, pelas tentativas de criação de um Conselho Federal de Jornalismo (CFJ) e de uma Agência Nacional de Cinema e Audiovisual (Ancinav). Quem serão esses “mediadores” de leitura? De que modo serão escolhidos? Em que medida isso não pode levar a um festival de contratações de “companheiros”? Acima de tudo, o que garante que os “mediadores” sejam mais eficientes do que os professores de ensino básico e como evitar que convertam seu trabalho em mero proselitismo partidário-ideológico?

A extravagante ideia de criação de um imposto para estimular o hábito da leitura só poderia vir de um governo cujo chefe já afirmou várias vezes que não gosta de livros e que não lê “porque dá sono”.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090906/not_imp430262,0.php

Carlo Bertini, padioleiro da F.E.B.

Posted in Textos on setembro 5, 2009 by ccmaximus

Posto uma série de imagens e objetos pertencentes a Carlo Bertini. É um dos mais tocantes, para não dizer tristes, símbolos que representam a dor da perda de uma família e do desperdício humano causado por uma guerra. Até pouco tempo, os parentes de Bertini ainda moravam em meu bairro, de onde ele saiu para integrar o Serviço de Saúde do II 6.o RI. Antes da FEB, ele trabalhava como niquelador em uma fundição no bairro da Barra Funda. Meu tio, que serviu no mesmo regimento antes de passar para o Regimento Sampaio, ainda se lembrava dele. Os parentes de Bertini se mudaram, e não mais tive contato com eles.

Bertini morreu por estilhaços de granada de morteiro em Marano, em 19-11-44, ao socorrer um companheiro ferido. Vou começar com fotos do tempo de paz, antes da guerra.

De férias em Santos, 1940.

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Com a declaração de guerra em 1942, Bertini foi reconvocado, e voltou a servir em um Batalhão de Caçadores. Nesta foto, vemos uma cena preliminar à formação da FEB. Bertini e seus camaradas.

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Como era o costume na época, Bertini tirou um belo retrato no momento da incorporação à FEB, que distribuiu a parentes e amigos. Esta foto foi um dos itens do grupo de objetos que passou por suas mãos:

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Carlo Bertini embarcou com o 1.o Escalão da FEB em 29-07-44, tendo passado pelas campanhas do Serchio, Arno e Reno, de onde seguiu para a região de Marano junto ao II Batalhão do 6.o RI.

Pouco antes de sua morte, Bertini enviou uma carta a seus pais, Dona Angelina e Sr. Santo Bertini:

“Dia de meu aniversário, estou num front onde a cobra fuma dia e noite mas tenho fé em que não aconteça nada a mim e aos meus colegas.”

Entretanto, o pior possível aconteceu alguns dias depois. Uma carta recebida pela família:

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Os pais de Bertini, D. Angelina e Sr. Santo, pouco depois da morte do filho. Ele tinha mais três irmãos.

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Ambos morreram de desgosto logo após o filho.

Livraria Overlord – a primeira especializada em História Militar.

Posted in Textos on setembro 1, 2009 by ccmaximus

Vou usar o blog para fazer um pouco de propaganda descarada: