Não cidadãos, mas súditos do poder.

Recebi no e-mail, de um dos meus amigos brilhantes:

“Hoje de manhã ouvi uma grande novidade no rádio. Quase 80% dos que entregam as suas armas, no RJ, para a campanha de recolha, possuem renda igual ou superior a seis salários mínimos. Gente que tem arma há mais de cinquenta anos, algumas, inclusive, utilizadas ou capturadas em combate. Estamos falando de uma classe média, cada vez menor, que tem aceito se desarmar, justamente pelo estado de indigência política, cultural, espiritual e intelectual que entramos há uns vinte anos para cá. Teme-se mais a casa invadida, por autoridades, e as consequentes sanções da lei, do que a própria criminalidade, cuja a ação, me parece, é cada vez mais aceita como algo inevitável e constituinte do cotidiano.
São coisas assim que deixam claro, pra mim, e talvez pra vc, o quanto estamos distantes de uma verdadeira democracia, de um regime liberal no seu sentido mais positivo, e sobretudo de algo próximo ao conceito de nação e participação política.
Algo mais próximo da civilização, só fora daqui, fora das fronteiras e sempre, e invariavelmente, para o norte.
Sim, eu sou colonizado!”

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