“Fumaça Humana” publicado no Brasil.

O suposto choque de Nicholson Baker ao descobrir que a Segunda Guerra Mundial resultou na morte de milhões de civis é alardeado como uma “nova interpretação da guerra” em “Fumaça Humana”. O livro de Baker é parcialmente elaborado com a compilação de documentos, depoimentos e pronunciamentos de alguns dos mais conhecidos líderes aliados. A idéia é “desconstruir” a verdade estabelecida que o Ocidente julga conhecer sobre o conflito. Artimanhas utilizadas pelos Aliados, bombardeio de áreas residenciais em cidades alemãs, a hesitação de Chamberlain e outros episódios são empregadas como argumento para demonstrar que do ponto de vista moral, as potências que venceram a guerra não eram assim tão diferentes dos nazistas. Pena que os inocentes mortos de inanição e fuzilados na União Soviética, Itália, França, Bélgica e Noruega não estejam mais aqui para protestar.

Em resumo, Nicholson pretende exibir como novidade algo que os Aliados admitiam desde os anos 40: para vencer a guerra contra Hitler, era imprescindível sacrificar os próprios princípios pelos quais se lutava.

Em resumo, “Fumaça Humana” é um daqueles livros a ser adorado pelo tipo de gente que concorda com Ahmadinejad a respeito da autoria dos ataques de 11 de Setembro.

Sim, a Segunda Guerra foi uma tragédia de proporções dantescas. Mas nenhuma cidade alemã teria sido bombardeada se não tivesse existido um Herr Hitler, não é mesmo? Em resumo, “Fumaça Humana” é um livro para ficar na estante, ao lado do David Irving e S.E. Castan.

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