The Pacific, episódio VI.

O episódio de ontem abordou o assalto a Peleliu, de acordo com a narrativa de E.B. Sledge.

Eu tinha lido em um grande fórum americano algumas críticas à série segundo as quais havia erros técnicos cabais e monotonia constante ao longo da narrativa.

A considerar o episódio de ontem, reconheço que essas críticas são dúbias. Ok, no primeiro episódio os fuzis que aparecem são os Spring 1903 A3… que é diferente do 1903 simplesmente em função da alça de mira. Há uma boa palavra em inglês que descreve esse tipo de crítica: “nitpicking”.

Ontem a série mostrou a que veio. Ao contrário da BOB, a narrativa não se pauta pelo épico e heróico: a ênfase é dada para o cansaço, a falta de água, os ferimentos, o que, na minha opinião, é uma maneira mais adequada de se representar a experiência de guerra. Claro, em toda guerra há os lances de heroísmo, abnegação, mas a série BOB aparentava trivializar essas qualidades: havia heroísmo a toda hora, ninguém ficava cansado, Winters avançava em meio a um turbilhão de balas alemãs, totalmente incólume. Era uma fórmula velha com roupagem técnica nova e uniformes mais próximos dos verdadeiros, apenas.

Sinceramente, depois do The Pacific, o BOB parece uma patriotada ufanista.

É curioso como os filmes sobre o PTO, mesmo os mais antigos, parecem ter sido mais realistas e menos triunfalistas que a média dos filmes americanos sobre a Segunda Guerra: Halls of Montezuma, Flags of Our Fathers, Beach Red e outros.

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