Springfield vs. M1 Garand na Força Expedicionária Brasileira

Quem prestou atenção nas fotografias da infantaria expedicionária deve ter notado a baixa incidência de fuzis M1 Garand na tropa. Durante a Segunda Guerra, o Springfield 1903 e derivantes já não eram o armamento principal da infantaria americana. No entanto, os soldados brasileiros acabaram recebendo o Springfield.

Mascarenhas de Moraes esperava que os três regimentos de sua divisão recebessem o Garand. No entanto, quando a primeira remessa de armamento chegou às mãos do 6.o Regimento de Infantaria, os brasileiros puderam constatar que apenas 5.000 exemplares do Springfield estavam contidos entre o material recebido. Em uma tentativa de contentar os brasileiros, 200 Garands foram cedidos à FEB para treinar a tropa em caráter limitado. Supostamente, a Peninsular Base Section não contava com quantidades do M1 suficientes para equipar os brasileiros. A imagem abaixo mostra exemplares do Springfield nas mãos de soldados americanos em algum lugar do noroeste da Europa. Uma vez que o Springfield continuou sendo usado por unidades americanas que não fossem de infantaria, não é possível utilizar a imagem aqui postada como exemplo de que nem todas as tropas de infantaria americana estivessem armadas com o M1 Garand – já que unidades de artilharia e apoio continuaram utilizando o Springfield até 1945 – e a arma à qual os soldados da foto pertencem não está clara.

Apesar do Springfield ter sido declarado obsoleto em 1947, a arma ainda viu uso limitado durante a Guerra da Coréia.

 

13 Respostas para “Springfield vs. M1 Garand na Força Expedicionária Brasileira”

  1. Não vi aqui nenhuma menção ao fato do Springield ser usado como fuzil de sniper, papel no qual recebeu muitos elogios, por ser um fuzil muito preciso, apesar da baixa vazão de tiro.

  2. Ararigbóia Says:

    Trata-se do modelo 1903 A4. Mas é estranho que os brasileiros não tenham recebido as lunetas de precisão. Pode até ser possível que um ou outro brasileiro as tenha utilizado, mas certamente não as receberam dos depósitos da PBS.

  3. O fuzil Springfild foi escolhido para a FEB por ter seu manuseio e funcionamento muito parecidos com o fuzil Mauser M908 que o Brasil tinha por aqui. Isso deveu-se ao fato de pouco tempo para que se tornasse habitual o uso do Garand pelas tropas brasileiras no pouco tempo de contato que tiveram antes de entrarm em operações prematuramente.

  4. Prezados
    O Springfield foi a arma padrão dos Rangers americanos na invasão da Itália. Todo mundo sabe que os Rangers eram uma tropa de elite dentro do US ARMY. Nesse caso, me parece que o uso desse tipo de fuzil mais antigo pela FEB se deveu mais a uma questão de logística do que a qualquer outra explicação. Uma outra questão parecida com essa diz respeito ao uso pela feb dos capacetes m-1 de presilha fixa (mais antigos). O uso dos capacetes mais antigos também se deveu a uma questão de logística, pois substituí-los pelas versões mais modernas (presilha móvel) significaria uma operação onerosa e lenta, fato que atrapalharia e não ajudaria em nada na guerra.

  5. Ah! Já ia me esquecendo, a substitição de arsenal antigo por novo é uma operação sempre lenta e gradual pois implica novos gastos nos orçamentos sempre fiscalizados em tempos de guerra. Portanto, o uso dos Springfields e dos m-1 presilha fixa (capacete) pela feb se deveu mais a uma questão financeira do US ARMY, do que a qualquer outra causa.

  6. José Cunha Filho Says:

    Nos primeiros meses da Guerra do Pacífico, a infantaria americana estava armada ainda com os capacetes típicos da Primeira Guerra, vide fotos e filmes que retratam o ataque japonês em Pearl Harbor e nas Filipinas e o fuzil padrão era o Springfield. Na Itália, muitos pracinhas brasileiros ” fizeram barganhas” com os soldados negros (uma unidade especial do Exército Americano, os “Búfalos”) e trocaram Springfields por carabinas M-1. Um destes pracinhas, então 3 sargento de infantaria, daqui de Campos, mais tarde reformado como Major trouxe uma de souvenir e a tem até hoje. Tá bem velhinho, mas lúcido.
    A explicação do Júlio tem cabimento. O Springfield era uma cópia fiel do velho Mauser alemão, inclusive com os tarugos travadores dianteiros.

  7. Olá, ví que você citou esta foto como sendo de americanos, porém conforme consta neste site http://www.ww2incolor.com/brazil/?g2_page=8 (vide a foto com a legenda “GRAVE”) esta foto que postou, dizem ser de brasileiros. Um abraço. Marcelo.

  8. Cagliostro Says:

    O que ocorre é exatamente o contrário. Algum desavisado viu a foto em meu blog, viu que o blog é brasileiro, concluiu que os soldados são brasileiros e postou no outro site como sendo de brasileiros. Ah, se o pessoal ao menos lesse os textos antes de pegar as imagens…

  9. Srs
    Fantástico seus comentários, gostaria de participar das discussões, e aproveitar para convida-los a participar dos treinamentos para Nossos soldados que estão embarcando para o Haiti, estamos nos esforçando em preparar a troca com conhecimento técnico e experiência de ex combatentes de forças de paz.
    Forte Abraço a a todos

    semfilho.blogspot.com/2011_02_01_archive.html

    Delcio Pereira

  10. Com a eclosão da Guerra no Pacifico, o Japão assumiu a dianteira nos ataques e no domínio do Pacífico, a destruição de parte da frota Americana no Havaí, trouxe um ódico Americano contra a a ” traição japonesa” e conforme foi dito ” nos primeiros meses da Guerra do Pacífico, a infantaria americana estava armada ainda com os capacetes típicos da Primeira Guerra, vide fotos e filmes que retratam o ataque japonês em Pearl Harbor e nas Filipinas e o fuzil padrão era o Springfield. Na Itália, muitos pracinhas brasileiros ” fizeram barganhas” com os soldados negros (uma unidade especial do Exército Americano, os “Búfalos”) e trocaram Springfields por carabinas M-1. ” quando se fala nesta unidade, recentemente temos uma publicação da primeira guerra e traça a dureza desta unidade.

  11. Nos primeiros meses da Guerra do Pacífico, a infantaria americana estava armada ainda com os capacetes típicos da Primeira Guerra, vide fotos e filmes que retratam o ataque japonês em Pearl Harbor e nas Filipinas e o fuzil padrão era o Springfield. Na Itália, muitos pracinhas brasileiros ” fizeram barganhas” com os soldados negros (uma unidade especial do Exército Americano, os “Búfalos”) e trocaram Springfields por carabinas M-1. Um destes pracinhas, então 3 sargento de infantaria, daqui de Campos, mais tarde reformado como Major trouxe uma de souvenir e a tem até hoje. Tá bem velhinho, mas lúcido.
    A explicação do Júlio tem cabimento. O Springfield era uma cópia fiel do velho Mauser alemão, inclusive com os tarugos travadores dianteiros.

  12. O Springfield também foi usado pelos Marines no assalto a guadalcanal. Tem um livro do sobre a 2º divisão marines Bom Bom que os fuzileiros reclamam que o exercito ficava com tudo de bom e o lixo era jogado aos marines. Há um livro sobre o Vietnan, que originou Nascido para Matar do Kubrick, que os marines usavam ainda o M 14 enquanto o exercito usava o M 16 e continuavam descendo o pau no exercito por elitismo e melhor equipamento. Também a força aérea do marines ainda usa o helicoptero Cobra AH 1 até hoje, enquanto o exercito usa o Apache.

  13. Ararigboia Says:

    Corretíssimo.

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